Cuidados para investir em CDBs e alinhar o investimento aos seus objetivos

Pensando em previsibilidade e segurança, a renda fixa costuma ser sempre uma boa escolha para os investidores, sobretudo os de perfil conservador a moderado. Entre os investimentos disponíveis, o CDB prefixado e o CDB pós-fixado se destacam por ter um bom rendimento.

Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) são investimentos de renda fixa emitidos por instituições financeiras que podem apresentar diferentes prazos, formas de remuneração e níveis de liquidez.

Eles são considerados investimentos seguros. Porém, investir em CDBs exige uma boa dose de atenção a fatores como o tipo de rentabilidade, o prazo de vencimento e a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Tomar esses cuidados antes de investir auxilia os investidores a alinharem os CDBs aos objetivos financeiros, ao horizonte de investimento e ao perfil de risco, por si só, não garante bons resultados. O sucesso dos investimentos depende de uma série de fatores.

Neste artigo, apresentaremos os cuidados que se deve ter na hora de investir em CDBs para otimizar o retorno ajustado ao risco.

Apesar de informativo, este conteúdo não é uma recomendação de investimento.

Como funcionam os CDBs e suas principais características?

Para financiar as operações, as instituições bancárias emitem títulos, os CDBs. Ao adquirir um desses títulos, na prática, o investidor se torna credor do banco emissor. Em troca, recebe uma remuneração: o valor investido somado a uma taxa de juros, que pode ser pré-fixada, pós-fixada ou híbrida.

O prazo e a forma de rendimento são definidos na contratação, podendo variar de liquidez diária até resgate apenas no vencimento, com ou sem carência.

As principais características dos CDBs são as seguintes:

  • cobertura do FGC até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira;
  • isenção de taxa de administração ou custódia para pessoas físicas;
  • incidência de Imposto de Renda regressivo sobre os rendimentos, conforme o prazo da aplicação;
  • rentabilidade superior à poupança;
  • adequação a perfis conservadores e moderados.

Diferenças entre CDBs prefixados, pós-fixados e híbridos

Antes de investir em CDBs, é preciso entender que eles podem ser prefixados, pós-fixados ou híbridos. A diferença diz respeito à rentabilidade dos títulos.

Na remuneração prefixada, a taxa de juros paga ao investidor é conhecida no momento da aplicação. A pós-fixada geralmente está atrelada ao CDI, que acompanha de perto a Selic. Além disso, o CDB pode ter remuneração híbrida (IPCA + juros).

Importância da liquidez e do prazo na escolha do CDB

O prazo e a liquidez são fundamentais na escolha de um CDB. Elas determinam o equilíbrio entre rentabilidade e acesso ao dinheiro investido.

Pensar no prazo é importante porque prazos mais longos geralmente oferecem taxas de rendimento maiores, aproveitam os juros compostos e reduzem a alíquota do IR regressivo (de 22,5% para 15%).

Considerar a liquidez é necessário porque a liquidez diária permite resgates a qualquer momento, tornando o CDB ideal para emergências, mas rendendo menos, enquanto a liquidez no vencimento maximiza retornos para objetivos de longo prazo.

Vale lembrar que CDBs com baixa liquidez ficam expostos à marcação a mercado, podendo gerar perdas em cenários adversos.

Relação entre risco, emissor e proteção do FGC

Embora o CDB seja considerado bastante seguro, é preciso atentar para a solidez e a confiabilidade da instituição financeira que emite o título: quanto mais consolidada ela for e maior credibilidade tiver, maior a segurança do investimento.

Cabe ressaltar que o fato de contar com a proteção do FGC reduz o risco de perda financeira em caso de quebra do banco emissor, tornando o título mais seguro.

Como alinhar CDBs aos objetivos financeiros?

O investimento em CDBs deve estar alinhado aos objetivos financeiros do investidor. Caso os objetivos sejam de curto prazo, o ideal é escolher CDBs com liquidez diária ou alta flexibilidade, priorizando preservação de capital e rendimentos conservadores atrelados ao CDI.

No caso de objetivos de longo prazo, vale priorizar prazos estendidos com rentabilidades prefixadas ou pós-fixadas elevadas, maximizando compostos e reduzindo IR.

Pontos de atenção antes de investir em CDBs

Para concluir, preste atenção aos seguintes pontos antes de investir em CDBs:

  • risco de crédito: avalie a solidez do banco emissor, pois há chance de não pagamento, mitigada pelo FGC até R$ 250 mil por CPF/instituição;
  • limite FGC: não ultrapasse R$ 250 mil por emissor, considerando principal + rendimentos, para garantir a cobertura integral do FGC
  • liquidez: verifique regras de resgate (diária, no vencimento ou com carência), pois a antecipação pode gerar deságio ou perda de rendimento.;
  • rentabilidade e IR: Compare a % do CDI ou taxa prefixada líquida de IR regressivo, sabendo que bancos menores pagam mais, mas com maior risco.;
  • marcação a mercado: em resgates antecipados, flutuações de juros podem reduzir valor, e o ideal é manter até vencimento.;
  • perfil pessoal: alinhe prazo e liquidez aos objetivos e ao nível de tolerância a risco;
  • custos: confirme com o emissor que não há nenhuma taxa.